O que fazemos | Drenagem biliar percutânea

Drenagem biliar externa. Saída de bile para bolsa coletora.
Drenagem biliar externa. Saída de bile para bolsa coletora.

As vias biliares são canalículos existentes dentro do fígado, que carregam a bile produzida pelo fígado para a vesícula biliar e, posteriormente, para o intestino. A drenagem biliar percutânea consiste na desobstrução destes canalículos com acesso através da pele.

Aproximadamente 600 ml de bile são produzidos diariamente. Quando ocorre obstrução dos canalículos biliares, seja por cálculos ou por tumores, o paciente apresenta acúmulo das bilirrubinas no sangue e apresenta icterícia (olhos e pele amarelos), fraqueza, coceira na pele, enjôos e vômitos. Essa situação também predispõe ao surgimento de infecção grave das vias biliares (colangite). A drenagem biliar serve para melhorar os sintomas do paciente e para prevenir e tratar a colangite.

A drenagem biliar pode ser realizada de três maneiras principais:

O risco de desenvolvimento de infecções seja durante o procedimento ou imediatamente após não é desprezível, sobretudo no grupo de pacientes que já apresente sinais clínicos ou laboratoriais de infecção. Outro risco importante, porém menos comum, é o sangramento, frequentemente auto-limitado.

O tempo de internação após a drenagem varia de acordo com o estado geral do paciente, podendo acontecer em 24 a 48 horas nos casos mais simples. Nos casos mais graves, é necessário internação no CTI para observação.

Drenagem biliar interna externa. Cateter comunica as vias biliares com o intestino e pode, também, permanecer aberto com saída de bile para bolsa coletora.   Drenagem biliar interna com stent. O stent é colocado na região da estenose e permite o caminho fisiológico da bile.
Drenagem biliar interna externa. Cateter comunica as vias biliares com o intestino e pode, também, permanecer aberto com saída de bile para bolsa coletora.   Drenagem biliar interna com stent. O stent é colocado na região da estenose e permite o caminho fisiológico da bile.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  1. Uflaker R et al. Tratamento radiológico das icterícias obstrutivas. In: Silva AO, D’Albuquerque LAC, editores. Síndromes ictéricas: aspectos fisiopatológicos, clínicos e terapêuticos. São Paulo: Fundo editorial BYK, 1996.
  2. Rosenblatt M et al. Transhepatic cholangiography, biliary decompression, endobiliary stenting and cholecystostomy. In: Kandarpa K, Aruny JE, editors. Handbook of interventional radiologic procedures. 3rd ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2002.

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