O que fazemos | Biopsias percutâneas

A biópsia percutânea guiada por imagem é um procedimento minimamente invasivo, amplamente estabelecido como seguro e eficaz na diferenciação de lesões tumorais benignas e malignas.

É um exame relativamente simples, mais barato e com menor morbidade do que a abordagem cirúrgica.

Os métodos de imagem mais utilizados com essa finalidade são a Ultrassonografia e a Tomografia Computadorizada, cabendo a escolha ao profissional executor do exame, o qual leva em consideração principalmente a localização da lesão alvo. A identificação correta da lesão, das estruturas adjacentes à lesão e ao pertuito de abordagem é indispensável para a realização do procedimento intervencionista com segurança.

A maioria das biopsias pode ser realizada somente com anestesia local. Crianças, adultos não-cooperativos ou pacientes com lesões abdominais profundas representam exceções potenciais. Nesses casos, sedação leve e analgesia podem ser alcançadas com a administração intravenosa de benzodiazepínicos e opióides. Nessa situação é imprescindível a presença do médico anestesista e o paciente precisa ser monitorado, inclusive imediatamente após o procedimento.

A presença do médico patologista na sala de exame é de extrema importância. A avaliação inicial da amostra do tecido pode definir se a coleta foi suficiente ou se é necessário repetir a biópsia.

A maioria das biópsias pode ser feita em pacientes ambulatoriais. Porém, a abordagem de lesões mais profundas (por ex.: pulmão, abdome) deve ser realizada em ambiente hospitalar, por existir o risco de complicações potencialmente graves, apesar de serem raras.

Algumas medidas devem ser tomadas para aumentar a segurança do procedimento.

A biópsia deve ser realizada sob condições estéreis para prevenir infecções relacionadas ao procedimento.

Como grande parte dos procedimentos são eletivos, distúrbios de coagulação devem ser identificados com antecedência para que possam ser corrigidos, especialmente quando se tratarem de lesões profundas. Os parâmetros da coagulação mais utilizados são:

O uso de anti-agregantes plaquetários (por exemplo, aspirina) deve ser suspenso 7 dias antes da biópsia caso sejam utilizadas agulhas mais calibrosas. Para as punções com agulha fina (maiores que 20 G), caso não existam alterações da contagem de plaquetas, do TAP ou do PTT, o risco isolado de sangramento pelo uso de anti-agregantes é muito pequeno e, por isso, pode não ser necessária a suspensão desses medicamentos. A decisão final cabe ao médico executor, que devera pesar a relação risco-beneficio.

A complicação mais freqüente nas biopsias torácicas é o pneumotórax (ar na pleura), porém na maior parte dos casos não há necessidade de tratamento.

Nas lesões hepáticas o sangramento é a complicação mais temida, porém raramente é grave, desde de que algumas medidas de segurança sejam tomadas, principalmente o controle da função de coagulação sanguínea.

A acurácia diagnóstica das biópsias percutâneas das lesões torácicas e abdominais são superiores a 90%, tornando o método altamente eficaz e seguro, principalmente para o estudo de lesões tumorais.

Se não houver complicações, o período de internação hospitalar é inferior a 24 horas, havendo inclusive a possibilidade de retorno ao lar no mesmo dia e às atividades cotidianas no dia seguinte.

Tais procedimentos devem ser desempenhados por médicos com treinamento especifico, geralmente por médicos radiologistas.

Exemplos de biopsias:

Biópsia de nódulo pulmonar com agulha 22G. Carcinoma primário não oat-cell.
Biópsia de nódulo pulmonar com agulha 22G. Carcinoma primário não oat-cell.
Biópsia de parede torácica com agulha de corte tru-cut 18G. Metástase de tumor renal.
Biópsia de parede torácica com agulha de corte tru-cut 18G. Metástase de tumor renal.
Biópsia de lesão hepática periférica com agulha 22G. Metástase de carcinoma de pele.
Biópsia de lesão hepática periférica com agulha 22G. Metástase de carcinoma de pele.

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