O que fazemos | Ablação

Nas últimas duas década a Ablação percutânea tem surgido como uma modalidade de tratamento minimamente invasiva segura e eficaz para tumores malignos. O uso clínico da Ablação já foi desenvolvido em diversos órgãos como rins, pulmão, osso, adrenal e fígado, sendo neste último a sua aplicação mais frequente. Este tratamento baseia-se na introdução percutânea (através da pele) de fina agulha pelo médico Radiologista Intervencionista, posicionando sua extremidade no interior do tumor. Este posicionamento da agulha é “guiado” por TC (Tomografia Computadorizada) e/ou USG (Ultra-sonografia), ou seja, a introdução e o posicionamento é orientado por algum método de imagem, gerando assim grande precisão na sua execução. A agulha é então ligada a um gerador e neste momento a corrente de radiofrequencia começa a ser emitida diretamente na lesão tumoral. Essa corrente causa agitação iônica, aquecimento tecidual e morte celular através de necrose de coagulação. Este processo dura em média de 12 a 15 minutos.

Esquema ilustrativo de Ablação Percutânea.
Esquema ilustrativo de Ablação Percutânea. Na primeira imagem temos a agulha próxima ao tumor. Na segunda imagem temos a agulha de ablação aberta no interior do tumor e produzindo o efeito destrutivo. Na última imagem temos a necrose resultante deste tipo de tratamento englobando toda a massa tumoral.

Este procedimento é realizado por Radiologistas Intervencionistas, médicos com formação em Radiologia e Diagnóstico por Imagem e que se especializaram em procedimentos minimamente invasivos. A ablação também pode ser realizada por via intra-operatória, ou seja, através da cirurgia convencional na qual é aberta a cavidade abdominal. As vantagens de se realizar a ablação por via percutânea é que não é necessário “abrir” a cavidade abdominal como na cirurgia convencional, o tempo de internação é muito inferior (geralmente dois dias de internação hospitalar), a recuperação é mais rápida (retorno as atividades usuais em alguns dias) e o tempo de procedimento (duração do procedimento / cirurgia) é significativamente menor.

A ablação pode ser realizada através da radiofreqüência (mais comum no Brasil), microondas, crioablação, injeção de álcool absoluto e por eletroporação. No fígado os tumores mais comumente tratados com ablação são o Hepatocarcinoma (Tumor primário do Fígado) e as metástases (ex.: de tumores de intestino, de tumores neuroendócrinos). No pulmão pode-se tratar também tumores primários e secundários deste órgão. No rim geralmente realiza-se ablação nos tumores primários. No osso pode ser utilizado com intuito de tratar o tumor ou a dor que ele causa.

O tamanho do tumor que será submetido a Ablação tem influência na eficácia deste tratamento, sendo que os melhores resultados são obtidos em lesões com até 3 e 4 cm de diâmetro. Complicações são infreqüentes, ocorrendo em menos de 5% dos pacientes e estão relacionadas a introdução da agulha (ex: hematoma local) ou ao efeito ablativo adjacente (ex: lesão térmica da vesícula biliar). Em alguns casos podemos associar a radiofreqüência (RF) com quimioembolização e isso pode aumentar em até 59% a área de necrose, obtendo 60% de resposta completa no caso de tratamento do Hepatocarcinoma.

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